outubro 29, 2019

Formando uma equipe 4-way


Embora existam inúmeros artigos sobre como montar equipes de paraquedismo para saltos de formação em queda livre (quatro way), não é raro algum iniciante procurar paraquedistas mais experientes a fim de buscar o que pode lhes parecer simples.

Instruções escritas sobre como criar, treinar e tirar o máximo proveito dos saltos com seus amigos e, quem sabe até se arriscar em uma competição podem ser encontradas na internet, mas raramente discute aspectos como nível de instrução dos membros, além disso, geralmente visam formar equipes apenas para competições.

O primeiro ponto a pensar quando se monta uma equipe é: Qual o objetivo.
A seguir devemos pensar sobre quais as expectativas e qual o nível de comprometimento de cada membro e do time como um todo.

Obviamente, se estamos montando um time para nos divertir o nível de comprometimento pode ser menor, mas se queremos participar de algum campeonato precisaremos de membros mais aplicados e de uma equipe se prepare de forma progressiva e contínua, com uma rotina rígida e bem planejada.

Se você, ou alguém de seu time é novato em FQL ou em 4-way, o treinamento precisará ser mais intenso e mais constante, entretanto o nível de exigência inicial deve ser menor para não frustrar os membros, nem criar competições desnecessárias entre si, e o treinamento em túnel de vento deve ser pensado, o ideal pode variar mas o tempo mínimo não deve ser inferior a 2 horas de túnel para cada membro da equipe e pelo menos 30 minutos para a equipe em conjunto.


Atente para as dicas abaixo:

1 – O desempenho da equipe pode não ser muito bom se os membros forem muito diferentes: o peso, a estatura, o número de saltos, o tempo de treinamento em túnel e o nível de comprometimento de cada um são fundamentais, quanto mais semelhantes, melhor o desempenho da equipe, sejam todos iniciantes ou experiêntes.

2 – O uso de roupas (com BOOTIES e GRIPPES) e capacetes (FULL FACE) adequados à prática de FQL são elementos que melhoram substancialmente a performance da equipe, porque melhora o desempenho individual de cada membro.

3 – A quantidade de saltos/treinos pode variar, mas deve ser um número constante e crescente ao longo do tempo e o espaço de tempo entre as baterias de treinamento não devem ultrapassar 30 dias, mesmo que sua equipe seja apenas para diversão (A memória muscular é fundamental para as manobras de FQL).

4 - Não esqueçam que o CAMERAMAN é um membro da equipe, portanto precisa treinar junto com os demais membros, excessão nos treinos de TUNEL DE VENTO, onde o 4-way treina junto e o cameraman pode treinar a parte.

Agora vamos aos treinamentos que poderemos fazer:

          a) Se sua equipe tem finalidade de divertimento, os treinamento podem ser apenas para corrigir falhas de saída, slot, aproximação, track de afastamento ou para melhorar o número de contatos, ou mesmo apenas para melhorar enquadramento ou ângulo de visão da câmera;
          b) Se vocês desejam encarar um campeonato, os treinamentos devem ser baseados nas sequências que serão exigidas no próprio campeonato, ou nas formações básicas, comuns a todas as competições, pensando em chegar ao maior número de contatos no menor período de tempo;
          c) Entretanto, se vocês estão montando uma equipe que pretende ir além das competições, ideal é se aplicar para realizar qualquer tipo de formação, o maior número de contatos na menor quantidade de tempo, sendo necessário treinar em saídas gripadas ou não.


O mais importante e começarem a dar alguns saltos de avaliação, conhecer a qualidade das saídas e do trabalho relativo dos demais, comparar a razão de queda de cada participante, para indicar o uso de cinto de lastro, se necessário, para encontrar o melhor desempenho de cada um, se sua saída em mergulho é melhor do que a dos demais, seja esta a sua posição na saída da equipe, se for necessário treinem o mesmo salto variando a posição de cada paraquedista na saída. A formação na porta pode ser um fator determinante de ganho de segundos preciosos ou apenas de décimos necessários a mais um toquem o que pode significar a vitória em uma competição.

Quem voa melhor, ou tem mais habilidade deve ser o base, é o base que facilitará o slot e o griping dos demais, sendo assim, de nada adianta uma boa equipe, se seus membros não agem como uma equipe, disputando e não trabalhando em prol da equipe. O cameraman deve ser capaz de enquadrar todos os membros da equipe durante todo o período de queda-livre e de TR.

Busquem treinamentos com COACHS ou converse com Jump Masters mais experientes e troque experiências com outras equipes, especialmente as mais experientes que a sua, a fim de aprender com eles.

Não importa se os membros da equipe são novatos ou experientes, em um time é o conjunto que deve estar a frente e no pensamento de cada um na formação 4-way de paraquedismo.

Agora que falamos as bases, vamos mostrar o salto de uma equipe novata em seu primeiro dia de treinos, um dos paraquedistas é COACH em FQL, portanto, este vídeo serve apenas para demonstração de tudo o que falamos aqui.

Assista e aprecie!!!

Se quiser ver outros vídeos vá em Washington Ramos Castro

Se quiser tirar dúvidas envie e-mail com o assunto FQL 4-Way para washingtoncast@gmail.com

fevereiro 11, 2018

Sobre saídas da aeronave

Se jogar de uma aeronave a 12.000 pés com velocidade de 250Km a 300Km/h é uma brincadeira das mais divertidas.


Entretanto, para que possa curtir mais e melhor o salto, o paraquedista deve escolher a melhor saída, considerando o tipo de aeronave, a posição da porta na fuselagem da mesma e seu posicionamento em relação aos demais paraquedistas que eventualmente possam estar com ele no salto.

Uma boa prática é escolher e treinar no solo o tipo de saída que se fará, afim de que no momento do lançamento cada um saiba exatamente o que vai fazer. O que não garante que tudo sairá como planejado, afinal, muitos fatores estão intrinsecamente envolvidos neste procedimento.


Uma saída sempre será melhor se você souber exatamente que parte do seu corpo deve estar apresentada para o vento relativo. Para isto, o ideal é que cada um dos paraquedistas que estiverem na saída saibam e executem exatamente o que foi programado no treinamento no solo.


Os paraquedistas que estiveram do lado de fora do avião, (FLOATERS) deixarão a aeronave olhando para um ponto dela, geralmente a asa ou a própria porta, (muitos paraquedistas podem estar na porta, mas 4 posições possuem nomenclatura especial: ( outside-point / outside-center/ outside-tail / cameraman ) enquanto os paraquedistas que estiverem no interior da aeronave (DIVERS) (algumas posições também possuem nomenclatura especial: ( inside-point / inside-center / inside-tail ) se lançarão em direção diversa, dependendo de sua localização na porta em relação aos demais paraquedistas.

Há duas formas de sair, quando existem mais de dois paraquedistas na porta.
a) a primeira maneira é baseada no tempo de lançamento, quando haverá um "GAP" entre o primeiro e o último paraquedista a se soltar do estribo da aeronave;;
b) a segunda maneira se baseia na intensidade do impulso que cada Floater imprimirá para melhor receber o vento relativo.

Quanto aos paraquedistas no interior da aeronave, observamos aquele que estiver mais próximo da asa, se lançará para frente como um goleiro, oferecendo o peito ao vento relativo, sua mão e seu braço que estiverem voltados para o meio da porta estarão mais baixos do que a mão e o braço do lado oposto, eles também olharão para a aeronave, mas apenas com sua visão periférica, já que sua referência será a base da formação, o COACH ou o LO do treinamento. O Diver que estiver próximo aos paraquedistas da porta, do lado do "profundor" dará um "passo em falso", como se estivesse tropeçando no ar, assim ambos os divers que se lançam poderão receber o vento relativo.

Se houverem outros paraquedistas saindo do interior da aeronave em uma segunda linha, os mesmos seguem uma regra semelhante, entretanto, quanto mais afastado da porta o Diver estiver, mais impulso ele dará no lançamento e mais imbicado para baixo se jogará, como se lançando em direção aos demais DIVERS.



Após a segunda linha se DIVERS os paraquedistas deixam a aeronave já em direção à formação, afim de ganhar tempo e chegar rapidamente no seu SLOT para efetuar o GRIPP.

A segurança de todos depende da atitude de cada um, por isso é importante considerar alguns aspectos nos saltos com 2 ou mais paraquedistas:

1 - Faça exatamente o que foi programado e treinado no solo, não invente nada durante o tempo que estiver na aeronave, muito menos durante o salto;
2 - Se ocorrer algum imprevisto durante o salto, certifique-se de que o procedimento que você fará para retornar à programação do salto não colocará ninguém em risco;
3 - Se por ventura você se encontrar acima ou abaixo dos demais paraquedistas e perceber que não haverá possibilidade de entrar na formação, mantenha contato visual e comande com o seguinte critério.
     a) se estiver acima da formação, comande mais alto conforme o que tenha sido combinado em solo;
     b) se estiver abaixo da formação, comande mais baixo do que os demais paraquedistas, sempre observando-os.
     c) Em ambas as situações, faça o track de afastamento observando os demais.
4 - Existem dois conjuntos de linhas imaginárias que traçamos nos saltos com 3 ou mais paraquedistas. Elas sâo chamadas de "Quadrantes" (espaços criados por linhas que traçamos cortando a figura da base como uma piza) e "Radiais" (espaço de subdivisão dos quadrantes) que determinam o traçado de deslocamento dos paraquedistas entre a saída da aeronave e o gripp na formação.

O ideal é que cada paraquedista que compõe o grupo do salto observe e mantenha-se em seu "QUADRANTE" e em sua "RADIAL", afim de evitar as áreas chamadas de "ZONA VERMELHA", que são as áreas acima e abaixo de outro paraquedista.

Estas áreas, "CONES IMAGINÁRIOS" são perigosas pois representam risco de perda de sustentação para o paraquedista que esteja acima quando outro se coloca abaixo dele.

julho 01, 2017

E depois do AFF?

          Frequentemente eu tenho sido procurado por colegas atletas e aspirantes a paraquedistas para falar sobre o que  poderão fazer após a conclusão do curso AFF. A questão não é nada simples e qualquer resposta sempre deixará algum aspecto por incompleto.

          Aqui vou tentar falar sobre alguns aspectos.

          A primeira questão que precisamos considerar é qual modalidade do paraquedismo o atleta recém formado pretende buscar. Aqui começa o problema, pois o recém formado nem sempre sabe quais são as modalidades disponíveis no paraquedismo e o que cada uma faz, neste Blog você encontra uma breve consideração sobre algumas modalidades clicando AQUI.

          Para além da questão da modalidade precisamos pensar na frequência com que o novo atleta pretende praticar o esporte. Dependendo da quantidade de saltos que ele fará, pode ser que valha a pena investir um pouco mais e comprar seu proprio equipamento, além das roupas e apetrechos necessários para a prática do esporte. É mandatório que o Skydive compre os seguintes equipamentos:
1 - Capacete;
2 - Altímetros; (pelo menos 1 digital e 1 sonoro);
3 - Macacão apropriado para a modalidade que o atleta pretende se especializar.
          

          Além desses é extremamente recomendável a aquisição de:
1 - Altímetro digital;
2 - Luvas;
3 - Cinto de lastro (especialmente para paraquedistas mais longilíneos).

          E, no caso de decidir por fazer um número grande de saltos mensalmente:
1 - Equipo completo (este só deve ser adquirido quando o Skydive estiver saltando com paraquedas principal adequado para o seu peso, isto leva, em media 50 a 100 saltos para estabelecer com segurança, pois aí ele pode usar o mesmo equipamento por 500 ou 1000 saltos antes de evoluir para um velame menor).

          Não tenha pressa, vá adquirindo conforme suas possibilidades e sempre busque apoio de paraquedistas mais experientes para não comprar coisas que não servirão para a finalidade que se destinam. Por exempli, nada adianta adquirir um capacete aberto se você pretende praticar FREE-FLY, para esta modalidade o mais indicado é o modelo FULL-FACE que possui viseira e aumenta o conforto durante as manobras em queda livre.

          Esperamos que cada novo Skydive seja um entusiasta do esporte e observe as regras de segurança, mas isto não é fácil. Há um fenômeno conhecido como "Normalização do Erro" que é facilmente observado quando analisamos mais criteriosamente uma ZL, uma equipe ou mesmo um atleta. Este fenômeno é caracterizado pela não observação de alguma regra ou procedimento de segurança. Um exemplo muito observado é o não uso do "CINTO DE SEGURANÇA" pelo atleta entre o momento da decolagem e a altitude de 1.000 FT, recomendada pelas normas da CBPQ e de segurança, há inúmeras outras mas isto é assunto para outra postagem.

          Qualquer que seja a modalidade escolhida pelo atleta, a frequência com que ele pretende praticar e o local onde fará seus saltos, todos os atletas recem formados deverias fazer o curso BBF, pois é neste curso que o recém formado aprenderá as técnicas necessárias para que se habilite a saltar com mais atletas. O ideal seria que o atleta aproveitasse o período entre seu primeiro salto anpós de formado no curso AFF e o seu 50 salto, quando terá condições de receber autorização na Categoria B, e que o permitirá saltar com outros atletas da mesma categoria.

          Mais do que permitir aos atletas recem formados no curso AFF o domínio das técnicas de movimentos em queda livre, o curso BBF tornará o Skydiver melhor preparado para realizar seus saltos com mais paraquedistas com segurança, uma vez que fará com que ele se torne capaz de realizar trabalho relativo de velocidade com altitude, deslocamentos para frente, para trás e para os lados de maneira suave e que permitirá uma aproximação mais segura e precisa e um gripe mais confortável sem comprometer as formações.

          Nenhum paraquedista da modalidade salto livre é obrigado a fazer o curso BBF, mas, sem nenhum medo de errar eu afirmo que aqueles que cumprem esta etapa correm muito menos risco e causam muito menos riscos, incidentes e acidentes com outros atletas ou com superfícies do que aqueles que não passam pelo curso BBF.

          Espero que este artigo contribua para o esporte, forte abraço a todos e bons saltos!

abril 27, 2017

A meta do padrão de pouso





Todo Skydiver e paraquedista militar sabe que mais de 70% dos acidentes ocorrem durante ou próximo às manobras de pouso. Muitos desses acidentes ocorrem em virtude de transito de paraquedistas distraídos ou que cometem algum tipo de procedimento inadequado, ou acima das suas habilidades ou ainda porque resolvem não seguir as regras do pouso seguro.

Neste artigo abordarei exatamente as causas das "COLISÕES", pois em última análise, são elas que causam danos que podem ser letais ou mortais aos que cometem algum tipo de erro durante o procedimento de pouso. Entretanto quero ressaltar que nem todo erro é resultado de inabilidade por imperícia, imprudência ou negligência do saltador. Há situações em que fatores externos podem ser a base do acidente durante o pouso.

Seja qual  for a causa, podemos reduzir os riscos de ocorrencia tomando algumas medidas.

Existem 3 tipos de colisões:

1 - Com outro paraquedista;
2 - Com obstáculos e
3 - Com o solo

As colisões com outros paraquedistas estão fortemente relacionadas aos erros de navegação na proximidade do pouso e a desatenção do paraquedista em sua aproximação ou após o seu pouso. Muitas vezes o paraquedista já no solo pode ser atingido por outro PQDt que está aterrizando, esse tipo de acidente pode ser exitado mantendo-se atendo e de olho nos demais paraquedistas que ainda estão navegando após o seu pouso. - Olhe para cima após pousar, de preferencia, mantenha-se de frente para a direção do vento pois os demais paraquedistas tendem a pousar de vento de nariz. Fique o mínimo de tempo parado na área de pouso. Após pousar faça seus freios, recolha seu velame e vá para a área de dobragem;

Os acidentes com obstáculos são mais frequentes quando o PQDt possui menos habilidade na navegação com seu velame, especialmente quando o vento está mais forte, quando o vento está mudando de direção com muita frequência e/ou quando o PQDt ainda não se familiarizou com a velocidade e a capacidade de resposta aos comando de seu velame;

Enquanto os impactos contra o solo costumam ser mais comuns acontecerem por erros de cálculo de velocidade e altitude para freios e/ou curvas baixas, intencionais ou não.

Há sites que orientam quanto aos cuidados que devemos ter para evitar acidentes durante os pousos.

O "Ritmo skydive" é um canal do YOUTUBE que pode ajudar muito a entender as caausas e evitar os acidentes durante seu pouso. Enquanto no Site desta escola você pode inclusive agendar um curso ou participar de discussões sobre segurança, navegação e modalidades de Saltos Livres. Veja em RHYTHM SKYDIVE.

Observar o pouso dos paraquedistas que chegam primeiro é uma boa medida para um bom pouso. Eles chegam primeiro por algumas razões:

a) Comandam em altitudes mais baixas;
b) Navegam com velames mais velozes e
c) Possuem mais habilidades para navegar e pousar.

Mas, use apenas as referências dos mais habilidosos, não tente imitá-los, pois muitas vezes os mais habilidosos realizam manobras que estão acima da sua capacidade.

Siga a mesma direção e sentido dos que estão a frente, evitando as colisões frontais. Observe atentamente ao seu redor, especialmente os lados, acima e abaixo, pois sua visão natural é à sua frente e atras de você fica muito difícil de enxergar, portanto a mesma coisa acontece com quem está a sua frente e mais baixo que você.

Se houver necessidade de desviar de alguém, sempre execute curva para a direita, o outro Skydiver fará o mesmo, mas cuidado com a sua altitude, quanto mais baixo menos agressiva deve ser a sua curva, afim de evitar que ocorram acidentes decorrentes de curvas baixas.

Faça uma navegação previsível, evite manobras fora do padrão ou que possam deixar outros paraquedistas em rota de colisão com você. Procure sempre observar os Pontos "A", "B" e "C" e estar na altitude ideal em cada um deles, se estiver mais alto, ceda a preferência para quem está mais baixo.

Sempre que for saltar em uma nova ZL procure observar outros Paraquedistas pousando, faça uma inspeção ao redor da "Área de Pouso" observando a presença de obstáculos e possíveis áreas de fuga em caso de emergências ou intercorrências;

Procure aterrizar com seu velame nivelado ao solo, sem angulações em relação ao horizonte, as angulações aceleram o velame e dificultam o pouso, especialmente as decorrentes de curvas baixas;

Reduza a velocidade com meio freio se você perceber que está muito veloz, mas, cuidado, alguns modelos de velame precisam de todo o "curso" do freio para parar, então, converse com alguém mais experiente e leia o manual de instruções do seu velame, você encontra algumas informações a este respeito neste blog na página TIPOS DE VELAME.

Bons saltos e suaves pousos.

Washington Ramos Castro CBPq 86736

Fonte:

1 - http://www.rhythmskydiving.com/
2 - http://paraquedismodobrasil.blogspot.com.br/2016/04/vai-comprar-um-velame-da-pd-que-velame.html
3 - https://www.cbpq.org.br/site/
4 - https://www.facebook.com/skydivewashington/