fevereiro 23, 2022

Sobre Curvas de Braço - Paraquedismo para iniciantes

Pousos do dia 28 de abril

Tentaram Roubar Meu Tênis

Salto com o Papel - Meu Brother

191 - Salto Lenhaway 7 cabeças e 1 capacete

190 - Serie de saltos evoluindo para o Bigway

188 não filmei porque chovendo é melhor não saltar!

187 - Mais um Vamos saltar

186 Faltam 7% para chegar!!!

185 - Lenhaway no evento ABPQD Os atletas se divertem

184 - Mais um, e segue o fluxo

183 - Ao Meu amigo Euvaldo

Um salto especial que eu adoro lembrar

Lembrança boa com os amigos Euvaldo e Papel

O dia em que eu paguei cerveja - Salto 180 era um 9-way

Salto 179 (9 - Way) - Washington

Salto 178 - Poderia ter sido melhor

Um Bom Treino no Salto 177 - Rumo aos 200

Meu Salto 175 - Faltam 25 para a Cat C

outubro 29, 2019

Formando uma equipe 4-way


Embora existam inúmeros artigos sobre como montar equipes de paraquedismo para saltos de formação em queda livre (quatro way), não é raro algum iniciante procurar paraquedistas mais experientes a fim de buscar o que pode lhes parecer simples.

Instruções escritas sobre como criar, treinar e tirar o máximo proveito dos saltos com seus amigos e, quem sabe até se arriscar em uma competição podem ser encontradas na internet, mas raramente discute aspectos como nível de instrução dos membros, além disso, geralmente visam formar equipes apenas para competições.

O primeiro ponto a pensar quando se monta uma equipe é: Qual o objetivo.
A seguir devemos pensar sobre quais as expectativas e qual o nível de comprometimento de cada membro e do time como um todo.

Obviamente, se estamos montando um time para nos divertir o nível de comprometimento pode ser menor, mas se queremos participar de algum campeonato precisaremos de membros mais aplicados e de uma equipe se prepare de forma progressiva e contínua, com uma rotina rígida e bem planejada.

Se você, ou alguém de seu time é novato em FQL ou em 4-way, o treinamento precisará ser mais intenso e mais constante, entretanto o nível de exigência inicial deve ser menor para não frustrar os membros, nem criar competições desnecessárias entre si, e o treinamento em túnel de vento deve ser pensado, o ideal pode variar mas o tempo mínimo não deve ser inferior a 2 horas de túnel para cada membro da equipe e pelo menos 30 minutos para a equipe em conjunto.


Atente para as dicas abaixo:

1 – O desempenho da equipe pode não ser muito bom se os membros forem muito diferentes: o peso, a estatura, o número de saltos, o tempo de treinamento em túnel e o nível de comprometimento de cada um são fundamentais, quanto mais semelhantes, melhor o desempenho da equipe, sejam todos iniciantes ou experiêntes.

2 – O uso de roupas (com BOOTIES e GRIPPES) e capacetes (FULL FACE) adequados à prática de FQL são elementos que melhoram substancialmente a performance da equipe, porque melhora o desempenho individual de cada membro.

3 – A quantidade de saltos/treinos pode variar, mas deve ser um número constante e crescente ao longo do tempo e o espaço de tempo entre as baterias de treinamento não devem ultrapassar 30 dias, mesmo que sua equipe seja apenas para diversão (A memória muscular é fundamental para as manobras de FQL).

4 - Não esqueçam que o CAMERAMAN é um membro da equipe, portanto precisa treinar junto com os demais membros, excessão nos treinos de TUNEL DE VENTO, onde o 4-way treina junto e o cameraman pode treinar a parte.

Agora vamos aos treinamentos que poderemos fazer:

          a) Se sua equipe tem finalidade de divertimento, os treinamento podem ser apenas para corrigir falhas de saída, slot, aproximação, track de afastamento ou para melhorar o número de contatos, ou mesmo apenas para melhorar enquadramento ou ângulo de visão da câmera;
          b) Se vocês desejam encarar um campeonato, os treinamentos devem ser baseados nas sequências que serão exigidas no próprio campeonato, ou nas formações básicas, comuns a todas as competições, pensando em chegar ao maior número de contatos no menor período de tempo;
          c) Entretanto, se vocês estão montando uma equipe que pretende ir além das competições, ideal é se aplicar para realizar qualquer tipo de formação, o maior número de contatos na menor quantidade de tempo, sendo necessário treinar em saídas gripadas ou não.


O mais importante e começarem a dar alguns saltos de avaliação, conhecer a qualidade das saídas e do trabalho relativo dos demais, comparar a razão de queda de cada participante, para indicar o uso de cinto de lastro, se necessário, para encontrar o melhor desempenho de cada um, se sua saída em mergulho é melhor do que a dos demais, seja esta a sua posição na saída da equipe, se for necessário treinem o mesmo salto variando a posição de cada paraquedista na saída. A formação na porta pode ser um fator determinante de ganho de segundos preciosos ou apenas de décimos necessários a mais um toquem o que pode significar a vitória em uma competição.

Quem voa melhor, ou tem mais habilidade deve ser o base, é o base que facilitará o slot e o griping dos demais, sendo assim, de nada adianta uma boa equipe, se seus membros não agem como uma equipe, disputando e não trabalhando em prol da equipe. O cameraman deve ser capaz de enquadrar todos os membros da equipe durante todo o período de queda-livre e de TR.

Busquem treinamentos com COACHS ou converse com Jump Masters mais experientes e troque experiências com outras equipes, especialmente as mais experientes que a sua, a fim de aprender com eles.

Não importa se os membros da equipe são novatos ou experientes, em um time é o conjunto que deve estar a frente e no pensamento de cada um na formação 4-way de paraquedismo.

Agora que falamos as bases, vamos mostrar o salto de uma equipe novata em seu primeiro dia de treinos, um dos paraquedistas é COACH em FQL, portanto, este vídeo serve apenas para demonstração de tudo o que falamos aqui.

Assista e aprecie!!!

Se quiser ver outros vídeos vá em Washington Ramos Castro

Se quiser tirar dúvidas envie e-mail com o assunto FQL 4-Way para washingtoncast@gmail.com

fevereiro 11, 2018

Sobre saídas da aeronave

Se jogar de uma aeronave a 12.000 pés com velocidade de 250Km a 300Km/h é uma brincadeira das mais divertidas.


Entretanto, para que possa curtir mais e melhor o salto, o paraquedista deve escolher a melhor saída, considerando o tipo de aeronave, a posição da porta na fuselagem da mesma e seu posicionamento em relação aos demais paraquedistas que eventualmente possam estar com ele no salto.

Uma boa prática é escolher e treinar no solo o tipo de saída que se fará, afim de que no momento do lançamento cada um saiba exatamente o que vai fazer. O que não garante que tudo sairá como planejado, afinal, muitos fatores estão intrinsecamente envolvidos neste procedimento.


Uma saída sempre será melhor se você souber exatamente que parte do seu corpo deve estar apresentada para o vento relativo. Para isto, o ideal é que cada um dos paraquedistas que estiverem na saída saibam e executem exatamente o que foi programado no treinamento no solo.


Os paraquedistas que estiveram do lado de fora do avião, (FLOATERS) deixarão a aeronave olhando para um ponto dela, geralmente a asa ou a própria porta, (muitos paraquedistas podem estar na porta, mas 4 posições possuem nomenclatura especial: ( outside-point / outside-center/ outside-tail / cameraman ) enquanto os paraquedistas que estiverem no interior da aeronave (DIVERS) (algumas posições também possuem nomenclatura especial: ( inside-point / inside-center / inside-tail ) se lançarão em direção diversa, dependendo de sua localização na porta em relação aos demais paraquedistas.

Há duas formas de sair, quando existem mais de dois paraquedistas na porta.
a) a primeira maneira é baseada no tempo de lançamento, quando haverá um "GAP" entre o primeiro e o último paraquedista a se soltar do estribo da aeronave;;
b) a segunda maneira se baseia na intensidade do impulso que cada Floater imprimirá para melhor receber o vento relativo.

Quanto aos paraquedistas no interior da aeronave, observamos aquele que estiver mais próximo da asa, se lançará para frente como um goleiro, oferecendo o peito ao vento relativo, sua mão e seu braço que estiverem voltados para o meio da porta estarão mais baixos do que a mão e o braço do lado oposto, eles também olharão para a aeronave, mas apenas com sua visão periférica, já que sua referência será a base da formação, o COACH ou o LO do treinamento. O Diver que estiver próximo aos paraquedistas da porta, do lado do "profundor" dará um "passo em falso", como se estivesse tropeçando no ar, assim ambos os divers que se lançam poderão receber o vento relativo.

Se houverem outros paraquedistas saindo do interior da aeronave em uma segunda linha, os mesmos seguem uma regra semelhante, entretanto, quanto mais afastado da porta o Diver estiver, mais impulso ele dará no lançamento e mais imbicado para baixo se jogará, como se lançando em direção aos demais DIVERS.



Após a segunda linha se DIVERS os paraquedistas deixam a aeronave já em direção à formação, afim de ganhar tempo e chegar rapidamente no seu SLOT para efetuar o GRIPP.

A segurança de todos depende da atitude de cada um, por isso é importante considerar alguns aspectos nos saltos com 2 ou mais paraquedistas:

1 - Faça exatamente o que foi programado e treinado no solo, não invente nada durante o tempo que estiver na aeronave, muito menos durante o salto;
2 - Se ocorrer algum imprevisto durante o salto, certifique-se de que o procedimento que você fará para retornar à programação do salto não colocará ninguém em risco;
3 - Se por ventura você se encontrar acima ou abaixo dos demais paraquedistas e perceber que não haverá possibilidade de entrar na formação, mantenha contato visual e comande com o seguinte critério.
     a) se estiver acima da formação, comande mais alto conforme o que tenha sido combinado em solo;
     b) se estiver abaixo da formação, comande mais baixo do que os demais paraquedistas, sempre observando-os.
     c) Em ambas as situações, faça o track de afastamento observando os demais.
4 - Existem dois conjuntos de linhas imaginárias que traçamos nos saltos com 3 ou mais paraquedistas. Elas sâo chamadas de "Quadrantes" (espaços criados por linhas que traçamos cortando a figura da base como uma piza) e "Radiais" (espaço de subdivisão dos quadrantes) que determinam o traçado de deslocamento dos paraquedistas entre a saída da aeronave e o gripp na formação.

O ideal é que cada paraquedista que compõe o grupo do salto observe e mantenha-se em seu "QUADRANTE" e em sua "RADIAL", afim de evitar as áreas chamadas de "ZONA VERMELHA", que são as áreas acima e abaixo de outro paraquedista.

Estas áreas, "CONES IMAGINÁRIOS" são perigosas pois representam risco de perda de sustentação para o paraquedista que esteja acima quando outro se coloca abaixo dele.